O disco The Snow Goose é o terceiro lançamento que a banda Camel fez na carreira, e com o tempo tornou-se um dos grandes discos clássicos do Rock Progressivo.
O disco foi gravado em abril de 1975, e as canções foram executadas e finalizadas dentro do “Island Studios” e “Decca Studios”, ambos situados na cidade de londres na Inglaterra.
A idéia por trás do tema desenvolvido na música que o Camel fez nesse seu terceiro lançamento veio por sugestão do baixista Doug Fergunson que sugeriu à banda trabalhar as canções encima do conto escrito pelo escritor americano Paul Gallico (26 de Julho de 1897 – 15 de Julho de 1976) que fala sobre a história de um homem aleijado que vivia sozinho em um farol na cidade inglesa de Essex, uma bela menina, e um ganso.
Toda essa história se passa diante do desenrolar da “Segunda Grande Guerra Mundial” que marcou profundamente a vida das pessoas que viram e sobreviveram a essa lástima da humanidade.
O livro “The Snow Goose” foi publicado no ano de 1940 no “The Saturday Evening Post” (revista americana da época) e recebeu um prêmio de edição chamado “O. Henry Prize” (premiação anual americana dada a contos de mérito excepcional) no ano de 1941.
No relançamento da edição remasterizada que foi lançada em 2009, podemos ler que a idéia inicial para o tema que foi desenvolvido nesse disco não era o conto The Snow Goose.
O tecladista Peter Bardens havia sugerido aos outros membros a criação de um álbum conceitual baseado na obra “Siddhartha” ou na obra “Steppenwolf ”ambas do escritor alemão Herman Hesse (2 de julho de 1877 – 9 de agosto de 1962) mas foram recusadas pelos outros músicos da banda.
Foi quando o baixista Doug Fergunson fez a sugestão da lindissima história do livro “The Snow Goose” que foi prontamente aceito pelos outros membros, e dali em diante começaram a escrever uma única peça dividida em muitas músicas ou movimentos, sendo cada um referente a uma parte importante do livro.
E criaram uma obra fantástica dentro do universo do Rock Progressivo que na época do seu lançamento foi, atualmente é, e futuramente sempre será uma obra de arte absoluta para todos os admiradores da boa música.
** A seqüência de movimentos e os respectivos títulos correspondem à progressão da história. "The Great Marsh" foi o cenário para a história. Lá, em 1930 um homem chamado Rhayader veio morar sozinho em um farol. Ele era um homem aleijado com uma corcunda e um braço atrofiado, o esquerdo. Ele passou a maior parte do seu tempo a pintar e cuidar das aves da região. Quando Rhayader ia à cidade para buscar suprimentos, geralmente era ridicularizado pelos aldeões e visto como "... uma aberração, um estranho pintor que vivia isolado no farol".
Na verdade, a razão que fomenta o seu repúdio se dá, porque quando era praticado o "Fowling" (Um tipo de jogo estúpido, onde pássaros, pato, ganso, peru, faisão, etc., eram usados como alvo, vários ficavam apenas feridos)" um "esporte" popular na região, e as aves rapidamente aprenderam que podiam evitar a carnificina, procurando abrigo no farol que tornou-se "Sanctuary" de aves. Um dia, uma pequena menina chamada "Fritha", veio ao farol com um pássaro ferido nas mãos. Era "The Snow Goose". Embora inicialmente senti-se medo do homem de aparência estranha, ela sabia que ele seria capaz de ajudar a criatura e assim ela superou o medo e foi em seu auxílio. Como o pássaro recuperou-se lentamente ao longo dos meses de inverno, o homem e a menina formaram uma bela amizade.
Embora vivendo na cidade, Fritha viria a visitar o farol constantemente, e aos dois novos amigos que tinha lá. Em junho do ano seguinte, o ganso da neve estava saudável novamente e levantou vôo para a "Migration" com os outros pássaros que todos os anos retornavam ao farol. O ganso de neve era natural do Canadá, seu destino, mas tinha chegado a Essex (cidade da Inglaterra) após uma tempestade que tirou-o fora de curso. Após a partida do ganso da neve, Fritha prometeu que iria continuar visitando Rhayader, mas não seria o caso, como eles iriam descobrir mais tarde. Quando o ganso da neve se foi, Fritha não veio mais para o farol. Novamente, "Rhayader Alone", sem amigos ou mesmo da convivência humana. Mais tarde naquele ano, Rhayader foi saudado pelo retorno do ganso da neve. Ele rapidamente enviou uma mensagem à Fritha que ficou muito feliz, e veio se reunir aos seus dois amigos novamente.
O Verão viria e o ganso da neve iria deixá-los de novo, mas voltaria outra vez no outono. Assim, o "Flight of the Snow Goose" era recebido com grande expectativa na mudança de cada ano, ao longo das estações. Eventualmente, o ganso de neve tornou-se um residente permanente do farol e um companheiro constante de Rhayader. Mas um dia, após uma visita aos seus dois amigos, Fritha descobriu que Rhayader estava planejando uma viagem. A "Preparation", envolve a sua separação do farol e adição de equipamentos para o seu barco. Ele tinha ouvido homens conversando na aldeia. "Ele então sente que precisa ir para "Dunkirk"; Cem milhas através do mar do Norte. Uma companhia do exército britânico ficara encurralado por lá, à espera da destruição pelas mãos dos alemães que avançavam. "Era 1940 e a Inglaterra estava no meio da guerra. Rhayader sentiu que precisava ajudar seja qual maneira lhe fosse possível. Impróprio para o serviço normal, ele argumentou que ajudar a salvar estes homens com seu barco era sua única maneira de demonstrar seu esforço na guerra.
Quando ele partiu em sua tarefa, o ganso da neve o seguiu, permanecendo com ele durante toda a viagem através do Mar do Norte. Indo e voltando ele foi levando soldados para a segurança, sendo o tempo todo acompanhado por seu amigo de penas. Infelizmente, a guerra é cruel, e Rhayader morre a tiros por um soldado alemão. Um Destroyer britânico avança sobre o barco que transportava seu corpo sem vida observando o belo pássaro ao seu lado. Noutra fatalidade, ele e seu barco estavam afundando pela explosão de uma mina flutuante, deixada pelos alemães. O ganso da neve então aterrorizado vôou de volta para sua casa. (Canadá) Em um "Epitaph", soldados britânicos contam a história deste "homenzinho defeituoso, e sua garra heróica em seus diversos salvamentos", acompanhado por "um ganso belo e vigoroso".
Eles contaram como foram salvos por este homem, pois certamente teriam morrido nas mãos dos alemães, se ele não tivesse vindo em seu socorro. "Fritha Alone", que constantemente ia ao farol na esperança de reencontrá-lo, soube então que Rhayader estava morto, e nunca mais iria voltar. Pouco tempo depois, ela ouviu o som familiar do ganso da neve, a quem anos atrás, deram o nome de "La Princesse Perdue", ela vinha para uma última visita ao farol. Como a ave passou por ali, Fritha sentiu que estava carregando a alma de "Rhayader" para o "Céu", em sua última viagem de volta à casa original. Com a perda de seus dois amigos Fritha decidiu nunca mais visitar o farol novamente. A história termina com um ataque alemão confundindo o farol com um posto militar e destruindo-o rapidamente. O tempo passou e o "Grande Pântano" tinha retornado ao seu estado natural, e todas as evidências de Rhayader, suas pinturas, Fritha e o ganso da neve haviam desaparecido para sempre. **
** Texto originalmente escrito na edição remasterizada do disco ''The Snow Goose'', e a tradução para a língua portuguesa eu encontrei no site ''http://thinkfloyd61.blogspot.com.br/'', sendo que eu por minha conta fiz algumas correções ortográficas e de pronúncia.
* Os desenhos que ilustram a postagem são da pintora americana de livros infantis Beth Peck, e fazem parte de uma das muitas edições do livro The Snow Goose do escritor Paul Gallico.
Camel: Line-up / Musicians
* Andy Latimer: Electric, Acoustic & Slide Guitars, Flute, Vocals
* Peter Bardens: Organ, Minimoog, Acoustic & Electric Pianos, Pipe Organ, ARP Odyssey
* Doug Ferguson: Bass, Duffle Coat
* Andy Ward: Drums, Percussion, Vibes
* David Bedford – Orchestral Arrangements
* Rhett Davies – Recording Engineer
* Modula – Sleeve Design
Songs / Tracks Listing
01 - The Great Marsh
02 - Rhayader
03 - Rhayader Goes To Town
04 - Sanctuary
05 - Fritha
06 - The Snow Goose
07 - Friendship
08 - Migration
09 - Rhayader Alone
10 - Flight Of The Snow Goose
11 - Preparation
12 - Dunkirk
13 - Epitaph
14 - Fritha Alone
15 - La Princess Perdue
16 - The Great Marsh
17 - Flight Of The Snow Goose (Single Edit) (Bonus)
18 - Rhayader (Single Edit) (Bonus)
19 - Flight Of The Snow Goose (Alternate Single Edit) (Bonus)
20 - Rhayader Goes To Town (Live At The Marquee Club) (Bonus)
21 - a.) The Snow Goose
b.) Freefall (Live At The Marquee Club) (Bonus)






5 comentários:
Grande Bob El Rockero!
Cara, esse é um dos meus discos preferidos, no topo do topo das minhas preferências. Sem dúvida o álbum do Camel que eu mais gosto, por muitas razões, pelas maravilhosas composições em si, pela beleza em geral e, principalmente, pela afetividade, por estar ligado à vários momentos da minha vida, desde moleque.
Sua postagem ficou sensacional, muito completa. Espero que a galera que passa por aqui aproveite bastante disso tudo.
Grande abraço!
Discaço! Obra-prima!
Camel é fundamental e o toque precioso de Latimer faz toda a diferença.
[]ões
marcello pra mim esse disco também é um dos melhores que eu acho do rock Progressivo, obra de arte atemporal e eterna. Abração meu amigo.
Fala meu amigo Edson, pelo visto eu acertei na postagem em relação aos amigos hehehe. É que o blog aqui é mais diversificado em matéria de sons, mais vou procurar de vez em quando trazer discos clássicos dos anos 70 pra cá também e do Rock Progressivo. Abração meu velho.
Postar um comentário