Clifford Lee Burton ou mais comumente chamado Cliff Burton nasceu na cidade de Castro Valley na Califórnia, Estados Unidos no dia 10 de fevereiro de 1962, e veio a deixar este mundo na cidade de Ljungby na Suécia no dia 27 de setembro de 1986 devido ao trágico acidente de ônibus que o vitimou.
Ele foi um dos melhores baixistas surgidos nos anos 80 e infelizmente partiu muito cedo, mas o pouco período de tempo em que esteve aqui na terra conosco, foi suficiente para que ele pudesse nos dar algumas obras primas clássicas do metal que jamais serão esquecidas entre os admiradores do som pesado.
Além de tocar baixo, Cliff Burton também sabia tocar piano e guitarra, fazia vocais de apoio ao vivo, e também foi uma espécie de professor, por ter ensinado muito o vocalista e guitarrista James Hetfield com aulas de harmonia e composição.
Uma das canções que ele compôs e que é a sua marca registrada definitiva é a música ''(Anesthesia) Pulling Teeth'' que ele já tocava ao vivo desde o ano de 1980, bem antes de ser membro do Metallica, nessa época ele fazia parte de uma banda chamada ''Agents Of Misfortune'' que contava também com o futuro guitarrista do ''Faith No More'' Jim Martin.
Após sair dessa banda ele logo se encaixou em outra chamada ''Trauma'' no ano de 1982, época em que James Hetfield e Lars Ulrich assistiram-o tocando em Los Angeles em um show no bar Whisk A Go Go, fazendo um solo de baixo que futuramente estaria gravado no primeiro álbum do Metallica, Kill 'Em All (1983) com o nome de ''(Anesthesia) Pulling Teeth''.
Abaixo a música ''(Anesthesia) Pulling Teeth'' que é um solo de baixo com vários efeitos de guitarra, como o efeito do pedal wah-wah que até aquele momento era algo quase que exclusivamente utilizado apenas pelos guitarristas.
No segundo disco do Metallica lançado no ano de 1984, Cliff Burton compôs com a ajuda dos outros membros da banda outra obra prima eterna, que é a canção instrumental ''The Call Of Ktulu''.
Essa música foi composta totalmente influenciada no gosto do baixista pela literatura do escritor de contos de terror H.P. Lovecraft, e nela podemos ouvir que os efeitos do seu baixo estão novamente bem presentes e com grande destaque na altura do instrumento.
No mesmo disco temos a canção ''For Whom The Bell Tolls'' que conta com uma excelente introdução de baixo que Cliff Burton havia composto antes de entrar na banda.
Abaixo temos um vídeo para a música For Whom The Bell Tolls, filmado no dia 31 de agosto de 1985 no festival ''Day On The Green'', na cidade de Oakland, Califórnia. Nesse vídeo dá pra ver como Cliff Burton ao vivo era fenomenal tocando o seu baixo.
No ano de 1986 foi a vez do Metallica lançar o super clássico álbum ''Master Of Puppets'', e novamente Cliff Burton nos presenteia com outra faixa instrumental feita inteiramente de sua autoria.
A música em questão é ''Orion'' que Cliff fez e nunca pode tocá-la ao vivo. (No disco os créditos da autoria da canção são divididos entre Cliff Burton, James Hetfield e Lars Ulrich)
Esse caso é a mesma coisa de quando o guitarrista Dave Mustaine foi expulso da banda. Como todos devem saber ele era um dos músicos mais criativos do Metallica, compondo quase que sozinho várias canções e solos que estão presentes no primeiro disco da banda Kill 'Em All, mais que com a sua saída, passaram a pertencer como de autoria tanto de James Hetfield como de Lars Ulrich.
Essa foi uma das principais razões para que Dave Mustaine tivesse inimizade pelos donos do Metallica por décadas. E com toda a razão, pois as músicas feitas por ele e seus solos foram registrados sem o seu consentimento.
O Metallica só tocou a música ''Orion'' pela primeira vez ao vivo na sua totalidade, no dia 03 de junho de 2006 quando tocaram o disco Master Of Puppets inteiro no festival ''Rock Am Ring'' na cidade de Nürburgring na Alemanha, em comemoração aos 20 anos do seu lançamento. (eu tenho esse show gravado em qualidade HD TV, e quem minuciosamente pesquisar pela internet vai encontrá-lo para vê-lo ou baixá-lo)
Uma das últimas homenagens que Cliff recebeu da banda em gravação em disco está no álbum ''...And Justice For All'' (1988) onde James Hetfield cita versos escritos por Cliff Burton na música ''To Live Is To Die''.
" Quando um homem mente, ele mata uma parte do mundo
Estas são as pálidas mortes as quais os homens as chamam de suas vidas
Tudo isso eu não posso aguentar ver por muito tempo
Não poderia o Reino da Salvação me levar para casa? "
Esta última frase ("Cannot The Kingdom of Salvation take me home") foi escrita na lápide de Cliff Burton que foi colocada na Suécia, próximo ao local do acidente no dia 03 de outubro de 2006.
A reportagem acima saiu na época da morte de Cliff Burton na Revista inglesa ''Metal Hammer'' no ano de 1986. (provavelmente na edição de novembro ou de dezembro daquele ano)




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